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quarta-feira, 4 de março de 2026

A POLÍTICA EM CAMPO E O ESPORTE NO BANCO

Misturar política com esporte é sempre desgastante. Uma discussão repetitiva e histórica, assim como redundante. A chatice disso tudo é que sempre se diz que o esporte e a política não se misturam. Mas, a realidade revela que a relação, além de intrínseca, é recorrente. O próprio Presidente da FBRGS, Enardo Braun, enfatiza em seus pronunciamentos de abertura nas competições oficiais, as dificuldades em captar o interesse público em prol do principal esporte praticado em família no Brasil: o Bolão. 
As coisas pioram quando analisamos o que têm sido feito no cenário esportivo escolar, a base fundamental para a formação esportiva e social do país, que enfrenta um grave abandono. 
Muitos desconhecem, mas a legislação nacional, reforçada pela Constituição Federal, é clara: o investimento público deve priorizar o esporte educacional. No entanto, na prática, o recursos são escassos e a infraestrutura precária, resultando na precarização da Educação Física. O que deveria ir para a base está concentrado apenas no esporte de alto rendimento, invertendo a lógica e cortando as raízes de nosso próprio futuro social e esportivo. 
Como um país cuja lei exige o investimento prioritário no esporte educacional falha na gestão do esporte escolar? 
Os dados confirmam a crise. O Censo Escolar de 2023 (Inep/MEC) mostra que apenas 36,2% das escolas públicas do Brasil possuem quadras esportivas adequadas. Em 2025, o Brasil quase ficou de fora dos Jogos Sul-Americanos Escolares por falta de verba e organização. O desinteresse institucional, a carência de materiais e professores desmotivados acentuam a precarização.  
O abandono da Educação Física e do esporte escolar prejudica não só a formação de atletas e a inclusão social, como representa um risco à saúde pública. Óbvio que há exceções, à exemplo da cidade de Nova Petrópolis. Porém, em termos gerais, a situação é preocupante. Jovens que não participam de Educação Física na escola se tornam um grupo extremamente vulnerável, sem falar na expectativa de renovação das modalidades oferecidas. 
E chegamos, mais uma vez, à mesma conclusão: a história não muda... 


Edição e Redação: Blog O Braço de Ouro

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