Dizem que o Bolão, assim como a vida, é feito de ciclos, mas poucos têm a audácia de desafiar o impossível como a trajetória que testemunhamos neste final de semana. O que assistimos não foi apenas uma conquista física de um título de Campeonato, foi um rito de passagem. Contra os antigos prognósticos, contra o peso do ceticismo e contra as próprias feridas do passado de nunca ter conquistado nada, a Fênix ressuscitou Campeã.
O Grupo de Bolão de Casais Paz e Amor já ascendeu e reascendeu algumas vezes no Departamento Esportivo da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo, mas sempre na sombra de seu coirmão multicampeão "Dama e Valete". Para muitos, o esquecimento parecia um destino permanente e seus atletas, embora leais, carregavam sempre o fardo do desalento.
Reativado em 2026, com perspectivas e elenco renovados, tudo mudou. Silenciosamente, o grupo juntou os próprios cacos. Onde o mundo via fraqueza, o grupo encontrou resiliência. Onde os críticos apontavam o fim, os casais enxergaram um rascunho para o recomeço. A metamorfose não aconteceu do dia para noite; foi dolorosa, moldada a cada suor, a cada correção de rumo e, acima de tudo, pela recuperação da dignidade perdida.
A campanha que culminou no título do Campeonato Estadual de Bolão Série Prata de Casais deste final de semana, entrará para a história como o maior testemunho de que desistir nunca é uma opção para os grandes. Jogo após jogo, a equipe deixou de apenas resistir para ditar o ritmo.
Quando a bola final rolou pela cancha e o grito de "campeão" ecoou pelo Clube União Forquetense, de Caxias do Sul, o círculo se fechou. Aquelas mesmas cinzas que antes simbolizavam o esquecimento serviram de combustível pra o voo mais alto da história do grupo e do clube hamburguense.
Grupo de Casais Paz e Amor da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo - Campeão da Edição (Foto: Blog O Braço de Ouro)
Edição e Redação: Blog O Braço de Ouro
Fonte: FBRGS








