Duas pessoas me procuraram semanas atrás querendo saber o que poderiam fazer para ajudar a melhorar o Bolão. A pergunta me deixou sem uma resposta imediata, mas despertou uma importante reflexão. O que deveria ter sido dito para alguém que já pratica o esporte do Bolão em sua plenitude? Fazer "mais que o normal"? O que isso significa para o esporte das amizades?Penso que, fazer "mais que o normal" não significa necessariamente jogar Bolão 15 horas por dia, mas sim adotar uma postura de excelência e intenção em suas ações que favoreçam o esporte. Mas, o que propriamente poderia ser feito para superar o "normal" de maneira saudável e produtiva, se ninguém me diz o que fazer?
Uma importante constatação é que o "mais que o normal" acontece fora da zona de conforto. O seu máximo hoje pode ser diferente do máximo de ontem. O segredo não é a intensidade constante, mas a constância na intenção.
Entenda que feito é melhor que perfeito que nunca sai do papel. Pequenas ações diárias, como pesquisar notícias e conversar com amigos sobre o Bolão, incentivar a prática do esporte entre as pessoas mais próximas, curtir, comentar e compartilhar informações entre grupos de jogo, já superam qualquer tipo de inação.
Não espere que lhe digam o que fazer. Vá além! Na maioria das vezes, as pessoas em que você deposita a esperança, também não sabem o que fazer. A simples atitude em buscar uma solução para sua necessidade já é uma ação de mudança de mentalidade.
Tenha em mente que se nada muda e você muda, tudo muda. Seja persistente no processo.
Planeje! Embora adaptável, o ser humano precisa de planejamento para não viver em um estado de "eterna gambiarra".
Não se entregue à desesperança alheia. Muitos dirão que isso ou aquilo não dá pra ser feito. Eles utilizarão como justificativa malsucedidos exemplos do passado. O passado é um amigo sábio, mas não deve ser usado como guia.
Fazer mais que o normal é uma decisão diária de colocar presença e qualidade no que você já faz, valorizando o progresso contínuo em vez de uma perfeição inalcançável.
Edição e Redação: Blog O Braço de Ouro